21 novembro 2016

[10 anos de Blog] 3- Degustação Vertical de Three Philosophers


A Three Philosophers é minha cerveja predileta. Neste imenso universo de incríveis estilos, sabores e aromas, foi por esta que sempre tive aquele “algo a mais”. Produzida pela cervejaria americana Ommegang (a visitei em agosto deste ano), ela segue a receita de uma Quadrupel com 2% de adição de Liefmans Kriek, uma lambic com cereja. Jovem a cerveja tem notas de maltes tostados, melado, chocolate, frutas escuras passas, e sutil acidez e algo remetendo a frutas vermelhas vindas da kriek, com 9,7% de força alcoólica muito bem inseridos. É intensamente complexa. Além disso, é um estilo de cerveja que evolui muito bem com a guarda. E foi isso o que fiz: exercitei minha paciência e guardei garrafas das safras 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Bacalhau, creme de batatas, alface romana grelhada e azeite de chouriço - acompanhando a 2013
Juntei dois dos meus três companheiros da #trappisttour2013 (Hélio Yazbek e Marcio Cimatti -A Janela Laranja) e fomos ao restaurante Marcel para realizar a degustação vertical e também comer muito bem, afinal as belas cervejas mereciam bons pratos para acompanha-las. O outro membro desta saudosa viagem não pode nos acompanhar, já que hoje vive na California. Mas, Bill, brindamos também a você! Além disso, aproveitei a data para iniciar as comemorações de meus 40 anos. E comecei em grande estilo!

2013 - uma das melhores
Todas as seis safras estavam excelentes. Notamos evolução nas notas de frutas vermelhas com a guarda, além de notas remetendo a toffee e leve oxidação na 2011. Certamente o auge delas estava entre os anos 2013 e 2012, com álcool presente mas não se destacando, boa presença de malte e as notas de lambic ainda presentes, com maior percepção da fruta. De todas as degustações verticais que já fiz, nesta foi onde encontrei cervejas mais bem estruturadas para guarda – isso descontando minha predileção por elas! ;) Quer um conselho? Comece a guardar Three Philosophers: vale muito a pena!  

Polvo na brasa, molho romesco e couscous de ervas

O clássico soufflé de gruyère - que harmonização!

Entrecote maturado e gratin dauphinois

Ravióli de cogumelos e manteiga de alho porró - uma das melhores combinações - foi bem com a 2016

2011

2012

2014

2015

2016

16 novembro 2016

Cerveja em Boston - Um roteiro de dois dias


Boston é uma cidade incrível. Lá o cenário cervejeiro passa pelo tradicional e pioneiro no renascimento cervejeiro americano e também está inflamado com muitas novidades! Tem dois dias livres por lá? Te dou o caminho pra conhecer dois dos clássicos e duas das melhores novidades!

Samuel Adams
A cervejaria Samuel Adams é um dos ícones do “renascimento cervejeiro” dos Estados Unidos, e está na ativa desde 1984. A visita à fabrica é conduzida por animados guias que irão lhe contar sobre o processo de fabricação, matérias primas e algumas curiosidades sobre a cervejaria. Ao final, uma degustação de alguns rótulos da Samuel Adams é oferecida, dentre eles a clássica Boston Lager, servida fresquinha direto dos tanques onde é produzida. E o melhor de tudo? As visitas são gratuitas, abertas ao público, apenas devem ser agendadas pelo site da empresa. samueladams.com

Harpoon Brewery
Outro clássico na cena cervejeira de Boston é a Harpoon, cervejaria que está em funcionamento desde 1987. Sua clássica IndiaPale Ale pode ser degustada em um agitado bar anexo à fabrica, que oferece visitas de hora em hora. Ali, além das belas cervejas, não deixe de provar o saboroso Pretzel, assado na hora. Reserve um tempinho para curtir o local, que tem clima agradável e costuma ficar cheio! harpoonbrewery.com

Trillium
Novata entre as cervejarias americanas – iniciou suas atividades em 2013 -, a Trillium oferece hoje algumas das melhores IndiaPale Ales do mercado. A fabrica original está em Fort Poin, mas ali somente são vendidas cervejas para levar para casa, em latas ou growlers (recipientes de vidro para armazenar a bebida). Na pequena cidade de Canton, bem próxima a Boston, está a fábrica nova que tem um “tastingroom’, onde pode-se beber as cervejas. Com notas de lúpulo fresquissimas, não deixe de provar a Scaled, minha predileta. trilliumbrewing.com

Night Shift Brewing
Situada na cidade de Everett, bem próxima a Cambridge, está outra novata que está chamando a atenção do mercado cervejeiro. A Night Shift, inaugurada em 2012, por três amigos que produziam suas cervejas em casa. Tem um concorrido e animado “tastingroom” onde pode-se experimentar dezenas de cervejas produzidas na fabrica que fica aos fundos, e recebe visitas guiadas. Atente-se para a programação de foodtrucks que encostam no jardim da cervejaria. No dia de minha visita, belas pizzas napolitanas saiam fumegantes de um deles! nightshiftbrewing.com

Lagosta no Yankee Lobster
E para comer? Ao lado da Harpoon está o Yankee Lobster (yankeelobstercompany.com/) onde você vai comer, é claro, lagosta! E por falar em lagosta, o melhor Lobster Roll que comi na vida está no Red’s Best, dentro do novo mercado público de Boston (www.redsbest.com) Perto do Boston Commom está o Gourmet Dumpling House – chinês muito bom onde vale provar os dumplings e lamens! 

Lobster Roll do Red's Best - O melhor!

12 outubro 2016

Kirin compra 25% da Brooklyn

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Brooklyn Brewery 

A cerca de um mês publiquei aqui uma noticia que apontava rumores de uma possível produção das cervejas da Brooklyn na planta brasileira da cervejaria Kirin. Hoje sites de negócios americanos noticiam a compra de cerca de 25% da cervejaria Brooklyn pela marca japonesa, que tem entre as metas expandir a marca Brooklyn nos mercados japonês e brasileiro. Valores do negócio não foram divulgados e a cervejaria japonesa afirma que a Brooklyn continua operando de forma independente e não existem planos de alteração na administração da empresa.

14 setembro 2016

Rumores de produção de Brooklyn no Brasil

 
Segundo artigo publicado hoje no The Japan Times, a cervejaria japonesa Kirin estaria firmando um acordo com a norte americana Brooklyn Brewery, para produção e distribuição das cervejas da marca nos mercados japonês e brasileiro já para o ano de 2017. Sem muitos detalhes da operação no Brasil, o texto diz que a medida visa atender a crescente demanda por rótulos artesanais no mercado japonês, enquanto o seguimento mainstream está decrescendo.

22 agosto 2016

Ommegang Brewery


A cervejaria americana Ommegang certamente era o meu maior ‘sonho de consumo’. Quem acompanha meu trabalho, já me ouviu dizer inúmeras vezes que minha cerveja predileta é produzida por eles, a Three Philosophers. E conhecer o lugar onde é produzida sempre esteve no meu target.

Porém, a cidade de Cooperstown, onde está instalada a cervejaria, fica a quatro horas de carro de Nova Iorque ou Boston, sentido oeste, e isso sempre dificultou minha visita ao local. Com o aniversário de 10 anos do blog, decidi que eu merecia me dar como presente uma viagem a Cooperstown, para finalmente conhecer a cervejaria.

Cooperstown é também a capital do baseball nos Estados Unidos e abriga o Hall of Fame. Com isso, atrai inúmeros fãs do esporte que  viajam à pequena cidade – com cerca 2 mil habitantes – e fazem dela um certo alvoroço, especialmente durante as férias escolares, período em que visitei.

A deliciosa Rosetta e Couve de Bruxelas frita no café da cervejaria
A Ommegang fica a 20 minutos de taxi do centro da cidade. Fundada em 1997, por um casal que era importador de cervejas belgas, a cervejaria logo de inicio teve a participação societária da Moortgat, empresa que tem marcas como Duvel e D’Achouffe no portfolio, e que hoje é dona integralmente do negócio. Com esse DNA, obviamente, a especialidade são os estilos belgas. Embora, recentemente, tenham lançado uma excelente IPA.

A cervejaria é de médio porte e moderna, o que contrasta com o ambiente de fazenda onde ela está instalada. As visitas a fabrica são gratuitas e abertas ao público, que deve se atentar aos horários e regras através do site. Ali também estão a loja, o tasting room e um agradável café, onde fiz uma bela refeição.

Three Philosophers 2016
Além da Three Philosophers, que foi devidamente degustada em sua versão 2016 (aguardem em breve uma degustação vertical aqui no blog), me chamou a atenção a excelente Rosetta, uma Old Bruin com adição de Liefmans Cuvee Brut. Um espetáculo! 

Tanques de fermentação

Entrada da loja e café

Aqui é armazenado o bagaço que será alimento de vacas!

Bela fachada da cervejaria

Sala de brassagem

Espaço onde ocorrem os eventos - ao fundo a esquerda a plantação de lúpulos da cervejaria

02 agosto 2016

[10 anos de Blog] 2 - Condomínio de Cerveja

Numa época onde comprar uma boa cerveja poderia significar pagar o mínimo do cartão de crédito por alguns meses, montar uma confraria para degustações era quase uma obrigação com o bolso! Foi assim que surgiu o Condomínio da Cerveja.  Da necessidade de ratear as despesas, e, principalmente, do prazer de falar sobre a nova paixão que despertava naquele grupo de amigos. A base da turma vinha de uma amizade de infância, do prédio onde começamos nossa vida etílica – daí explica-se o nome.

A proposta era simples: boas cervejas, boa comida (já arriscando harmonizações), bom papo e muita, muita besteira! Certamente de nossos encontros poderia ter surgido um forte concorrente ao “A Praça é Nossa”, mas ficamos apenas na edição “piloto” de nosso programa, que é o vídeo que abre esse texto.


Apesar de uma forte vocação dos participantes, nem só de palhaçadas vivia nossa confraria. Tínhamos atas das reuniões de condomínio, sindico e zelador. Até logo nosso condomínio tinha. Muita coisa séria e muita pesquisa surgiu de nossas reuniões. E muitas vezes, é errando que se aprende. Naquele momento, quando informações corretas sobre cerveja eram escassas, descobrimos na marra que a ordem de intensidade em uma degustação é primordial para avaliação correta de uma cerveja. Por exemplo: após provar clássicos ingleses na sequencia de uma rodada de intensas belgas, passei meses dizendo que as Ales da terra da rainha eram fracas e sem sabor...
Shame on me!


Saudades dessas reuniões de condomínio, não é, Marcio, Pedro, Edu Vidigal, Wagner, Dani e Richard!?


Degustação:


Dogfish Head 120 Minute IPA – Fabricada em 2006


20% álcool

Aparência: Vermelha, límpida, sem formação de espuma

Aroma: Caramelo, frutas vermelhas, resinoso, sutil cítrico


Paladar: Caramelo, adocicado, amargor presente, porém médio baixo, álcool muito bem inserido.


Comparando com uma versão jovem, a 120 minute envelhecida ganhou equilíbrio muito maior, com adocicado mais presente e amargor de lúpulo menor, além do álcool se mostrar muito mais dócil no paladar. Perde no aroma de lúpulo, que na versão jovem se mostra abundante e fresco. Bela experiência!

17 julho 2016

[10 anos de Blog] 1 – Santa Mala dos Amigos


Este ano eu completo 40 anos. E também comemoro 10 anos de “Edu Recomenda”. Uau! Passei um quarto da minha vida escrevendo nesse blog! Tá bom, eu sei que ultimamente ele anda meio abandonado. Mas, é que lá em 2006, quando resolvi escrever um blog sobre cervejas, eu pensei em um blog na sua essência – um diário. Por isso, eu nunca escrevi com pretensões comerciais por aqui, o que acabou fazendo com que em alguns momentos, ele ficasse meio de lado. De lado, na escrita. Pois, na minha vida, esse blog significou uma grande mudança.

Lá atrás, quando arrisquei meus primeiros posts, meu mundo cervejeiro se resumia a um hobby e poucos amigos para degustar boas cervejas. Hoje, minha vida é totalmente ligada a esse universo, tanto profissionalmente quanto em grande parte de minhas amizades. Construí não só uma carreira, como amigos de verdade.

Para contar um pouco destes 10 anos de blog, resolvi fazer 10 degustações. Em cada uma delas, além de comentar os rótulos degustados, também irei contar histórias sobre pessoas que foram importantes neste trajeto. E, quando possível, até degustar com elas. Pra começar, segue meu primeiro “causo”:

[10 anos de Blog] 1 – Santa Mala dos Amigos

Em 2006 eram poucas opções de boas cervejas por aqui e o preço era altíssimo. Uma alternativa para conseguir novidades era pedir favores aos amigos que viajavam. “Será que caberia uma cerveja na sua mala? Ensino como embalar para não ter risco de quebrar.” Assim, iam chegando até mim os rótulos que ilustraram a seção Santa Mala dos Amigos.

É claro que depois de um tempo, alguns amigos já nem me contavam mais que estavam com viagem programada, pra fugir do chato pidão. Mas, outros até competiam entre si para saber quem tinha mais cervejas trazidas de viagem publicadas no blog. Umas das grandes colaboradoras foi minha amiga-irmã Pató, que me trouxe uma Lagunitas IPA, cerveja que inaugurou a Santa Mala dos Amigos. Lembro também quando o Waguinho trouxe cervejas da India, que resultaram no post Apu Recomenda, em alusão ao personagem dos Simpsons. Foi muita coisa boa degustada, como vocês podem ver aqui.

Esta primeira degustação é da Samuel Adams Utopias, que ganhei de presente do meu amigo Shawn. Da safra de 2009, esta edição foi comentada por mim neste post, que inclusive conta a curiosa história que o Shawn passou para conseguir comprá-la. Como é uma cerveja que dura bastante, mesmo depois de aberta, eu ainda tinha um pouco dela, e comento aqui minhas percepções após estes anos guardada.

Samuel Adams Utopias 2009 – No 12710 (degustada novamente em 2016, após ter sido aberta em 2010)
25% ABV
Aparência:Marrom, turva, alguns sedimentos, nenhuma espuma.
Aroma: Mel, Vinho do Porto, caramelo, frutas secas.
Paladar: Vinho do Porto, conhaque, toffee, caramelo, açúcar mascavo, frutas secas, álcool aquecedor ao final.
Bela cerveja!

12 janeiro 2016

Novo Brazil Brewing CO.


Aproveitei umas pequenas férias de final de ano na Califórnia para conhecer a Novo Brazil, cervejaria com sócios brasileiros que inaugurou no ano passado nos Estados Unidos. Na sociedade figuram Miguel e Ustane Carneiro – que foram sócios da cervejaria Wäls-, Volmir Gava, da Egisa – produtora de equipamentos para produção de cerveja e Morise Gusmão, brasileiro que mora em San Diego e é o responsável pela administração da empresa.

A cervejaria está instalada em um amplo galpão em uma região comercial na cidade de Chula Vista, que fica bem próxima à fronteira com o México. Da pequena porta de entrada chamam a atenção os barris de madeira para envelhecimento de cerveja e as saudações de boas vindas em português, espanhol e inglês. Antes de conhecer a fábrica, me dirigi ao bonito Tasting Room, onde pedi um “voo” cervejeiro com quatro pequenas amostras, para me decidir qual rumo tomar. Me surpreendeu a ótima Chula Pils, a boa Otay IPA, além de Novo Brazil Quadrupel e Corvo Negro (Russian Imperial Stout), as duas últimas remetendo claramente às quadruple e Petroleum da Wäls. Aliás, o DNA da Wäls está bem evidente no negócio, o que não deixa de ser uma boa referência!

Boas opções nas torneiras
Mais um pint de Otay IPA e era hora de passar para as cervejas envelhecidas em madeira. Posso dizer que a Corvo Negro maturada em barris de Bourbon é uma das melhores do estilo que já degustei. Chama a atenção também a Pacific Beach, uma Farmhouse Ale com abacaxi, café, amêndoas, limão e semente de coentro e a Cookie Muncher – interessante Imperial Brown Ale.

Fiz uma breve visita à fábrica (confesso que após anos estudando cerveja, me interessa mais o que está no copo do que instalações fabris) e pude conferir que todo o maquinário é nacional, sendo tanques e cozinha da Egisa, por razões óbvias.

Durante o período em que fiquei por lá, tive a oportunidade de conversar com dois clientes americanos da cervejaria. Ambos elogiaram bastante as cervejas e a novidade de poder encontrar bons rótulos perto de casa. E eu também só tenho elogios. Certamente ainda se ouvirá falar muito da Novo Brazil, uma cervejaria nova, mas que traz muita bagagem dentre a sociedade. Saúde!



Fábrica por dois ângulos

Fazendo pose nos tanques de fermentação!
Tasting Room que dá vista para fábrica
 
Fachada

01 dezembro 2015

Cervejas em Bogotá


A cena cervejeira na capital colombiana não é tão intensa quanto a de outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Uruguai e México. Porém, por aqui é possível beber algumas opções artesanais, encontradas em brewpubs, bares cervejeiros, bares de cervejarias e até mesmo supermercados. Fiz uma lista de onde e o que beber bem em sua viagem a Bogotá.

Cerveza Apóstol

Pode ser encontrada nas redes de supermercado Carulla, Éxito ou Jumbo, e também em mais de 250 bares e restaurantes da cidade. Dos seis estilos engarrafados, me agradaram mais dubbel e bock.

3 Cordilleras

Também presentes nas redes de supermercado, são cinco estilos engarrafados. Vá de American Pale Ale.

Beer Station

São duas unidades deste bar que serve chopes da cervejaria 3 Cordilleras feitos exclusivamente para as casas. Todas são suaves em paladar e levemente adocicadas. Minha predileta foi a Roja.

Palos de Monguer

Este bar conta com quatro unidades em Bogotá. Visitei o localizado no centro comercial Gran Estácion e também o da Zona T - loja de rua, numa região repleta de bons bares e restaurantes. Por aqui se bebe chope da cervejaria Colón em três versões, Rubia, Roja e Negra. A Roja foi a que melhor de saiu.


Bogotá Beer Company

A mais expoente das cervejas artesanais colombinas foi recentemente adquirida pela gigante Inbev. Certamente é a melhor opção para beber boas cervejas na cidade, não só pela qualidade da bebida, mas pelos inúmeros endereços. São 18 bares BBC -com cardápio variado de comidas- e 15 pequenos bares chamados de Bodega, onde além de comprar cervejas, pode-se beber os chopes. A incrível IPA Sepitmazo foi a minha predileta. Tem 90 IBUs com amargor assertivo. Mas, vale provar todas as cervejas da BBC. Foi minha opção diária para beber bem em Bogotá! 
Vale a pena comer na BBC. Os cardápios variam de casa a casa, mas, sempre muito bom!
Vale a pena comer na BBC!


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