27 maio 2008

1795

Até pouco tempo atrás o Brasil era totalmente carente de uma escola cervejeira bastante importante no contexto mundial, a tcheca. Muito do que se bebe aqui descende do estilo que os tchecos difundiram pelo mundo todo, apesar de aqui (e em outros países) não manterem as características originais do estilo.

No final do ano passado recebemos a Czechvar, tivemos uma rápida distribuição da lenda Pilsner Urquell e no inicio deste ano chegou a Starobrno. Quem chega agora é a 1795.

A 1795 é produzida na cidade de Budweiss, na Bohemia, República Tcheca, pela cervejaria Budejovicky Mestansky Pivovar, a mais antiga da região e fundada em 1795. É uma lager clara, puro malte, boa presença de lúpulo, dentro do estilo que tornou as produções tchecas referência mundial quando lagers claras são mencionadas.

1795
4,7% ABV

Aparência: Dourado escuro, límpida, espuma densa e duradoura.
Aroma: Malte, doce, lúpulo, floral.
Paladar: Boa presença de malte, “biscoito”, lúpulo tanto em sabor como no amargor final. É encorpada e com sabor persistente.
Boa cerveja.

3 comentários:

Fabio Martelozzo disse...

Edu, o que aconteceu com a Pilsner Urquell, já que fiquei sabendo que ela estava com sabor alterado (além do preço alto)? Terá sua distribuição retomada?

Outra questão: quando falamos em escolas cervejeiras geralmente mencionamos a inglesa, alemã, belga e tcheca. Existe alguma outra digna de menção?

Edu Passarelli disse...

Fabio,

As Urquell que eu tive a oportunidade de degustar estavam bastante oxidadas. A oxidação é uma característica delas, mas neste caso estava excessiva. Não sei se elas virão novamente, até pq o importador é uma incógnita!

Quanto às escolas cervejeiras, acho que podemos incluir a americana. Eles vem revolucionando a produção cervejeira!

Abraços

Fabio Martelozzo disse...

Pena que o que chega aqui mais próximo dos EUA seja apenas a Bud argentina.

A questão é que as cervejas produzidas por homebrewers ou microcervejarias são bem mais caras que as produzidas por pequenas, médias ou grandes indústrias.

Por isso muitas vezes somos "obrigados" a nos contentarmos com as importadas pela Ambev, as produzidas pelas grandes micros (esse termo é um contrasenso, oras) como Eisenbahn, Dado Bier e Devassa ou as cervejas nacionais de melhor qualidade (Theresopolis Gold, Heineken, Bohemia).

E essas cervejas especiais ficam para ocasiões idem.

Mas torcemos para que com a nova cultura cervejeira (nicho de mercado que mais cresce) e com o aumento da demanda por esse tipo de produto haja uma diminuição dos preços graças a uma importação em maior escala.