02 agosto 2016

[10 anos de Blog] 2 - Condomínio de Cerveja

Numa época onde comprar uma boa cerveja poderia significar pagar o mínimo do cartão de crédito por alguns meses, montar uma confraria para degustações era quase uma obrigação com o bolso! Foi assim que surgiu o Condomínio da Cerveja.  Da necessidade de ratear as despesas, e, principalmente, do prazer de falar sobre a nova paixão que despertava naquele grupo de amigos. A base da turma vinha de uma amizade de infância, do prédio onde começamos nossa vida etílica – daí explica-se o nome.

A proposta era simples: boas cervejas, boa comida (já arriscando harmonizações), bom papo e muita, muita besteira! Certamente de nossos encontros poderia ter surgido um forte concorrente ao “A Praça é Nossa”, mas ficamos apenas na edição “piloto” de nosso programa, que é o vídeo que abre esse texto.


Apesar de uma forte vocação dos participantes, nem só de palhaçadas vivia nossa confraria. Tínhamos atas das reuniões de condomínio, sindico e zelador. Até logo nosso condomínio tinha. Muita coisa séria e muita pesquisa surgiu de nossas reuniões. E muitas vezes, é errando que se aprende. Naquele momento, quando informações corretas sobre cerveja eram escassas, descobrimos na marra que a ordem de intensidade em uma degustação é primordial para avaliação correta de uma cerveja. Por exemplo: após provar clássicos ingleses na sequencia de uma rodada de intensas belgas, passei meses dizendo que as Ales da terra da rainha eram fracas e sem sabor...
Shame on me!


Saudades dessas reuniões de condomínio, não é, Marcio, Pedro, Edu Vidigal, Wagner, Dani e Richard!?


Degustação:


Dogfish Head 120 Minute IPA – Fabricada em 2006


20% álcool

Aparência: Vermelha, límpida, sem formação de espuma

Aroma: Caramelo, frutas vermelhas, resinoso, sutil cítrico


Paladar: Caramelo, adocicado, amargor presente, porém médio baixo, álcool muito bem inserido.


Comparando com uma versão jovem, a 120 minute envelhecida ganhou equilíbrio muito maior, com adocicado mais presente e amargor de lúpulo menor, além do álcool se mostrar muito mais dócil no paladar. Perde no aroma de lúpulo, que na versão jovem se mostra abundante e fresco. Bela experiência!

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